GERALGoverno que deixa de investir na educação têm que construir presídios para trancafiar os jovens.26/03/10 às 09:33 | João Serra Cipriano
Já dizia o educador e ex-senador Darci Ribeiro que para minimizar os indicativos graves de violência, os governos deveriam assumir a educação como prioridade orçamentária, como prioridade de metas e investir nos salários dos servidores da educação, nas infra-estruturas e também na qualificação dos profissionais. Quem conhece orçamento público, FPM, FUNDEP e outros recursos existentes que agregam ás receitas próprias dos municípios, Estados e União sabe que os problemas setoriais da educação acabam sendo por falta de gestão. Reflexos que levam toda uma categoria ano após ano realizar as “greves” por direitos, qualidade do ensino e melhores salários, tudo pelo fato de tomadas de posições unilaterais e políticas. Logo vem a pergunta: “ De que forma estão gastando tanto dinheiro, já que ele não chega lá na ponta, nos salários e na ciência e tecnologia de informação da educação como um todo? A prática prova que existe muito dinheiro para a educação, então a resposta sugere que esta faltando compromissos verdadeiros e mecanismos mais eficientes de fiscalização do erário e normativas apropriadas para fazer chegar os recursos diretamente aos educadores, educados e a sua infra-estrutura. As políticas públicas têm caminhado para ações pessoais dos governantes, deixando de atender os projetos sociais pedagógicos. Na verdade o dinheiro grosso esta sendo gasto para atender demandas governamentais comprometidas com os acordos eleitoreiros, com os aliados, com as bancadas legislativas e acima de tudo, com a necessidade de ter empreiteiros de serviços, obras e terceirização de pessoal no sentido de fazer caixas eleitorais, mandato após mandato e eleição após eleição. Esse ciclo vicioso de usar os programas e recursos constitucionais unicamente para atender aos interesses eleitoreiros, tem levado o sistema educacional de base para um forte desequilíbrio da qualidade do ensino e com fortes reflexos diretamente na sociedade como um todo, com o inchaço do sistema prisional brasileiro, onde 70% dos apenados são jovens entre 18 e 25 anos, semi-analfabetos e sem qualquer qualificação profissional. Tudo o que é desviado pelos governantes municipais, estaduais e federais, reflete na falta de qualificação profissional dos jovens, reflete na falta de novas oportunidades de emprego e renda. Alia-se a tudo isso os baixos salários dos servidores públicos em geral que são responsáveis pelo ciclo econômico dos comércios. Especificamente no setor educacional o resultado é greve, desestímulo dos educadores e baixa capacidade de aprendizado pelos fatores dos desvios dos recursos destinados para as infra-estruturas e melhor qualidade do ensino. Acredito que falta foco social e responsabilidade dos governantes em assumirem de verdade os compromissos com as crianças e os jovens a fim de não precisarmos construir tantos presídios e delegacias. “Governo que deixa de investir na educação tem que construir cada vez mais novos presídios para trancafiar os nossos jovens”. As atuais ” bolhas sociais de violência e droga” e o preocupante encarceramento da massa jovem, prova que os governantes estão investindo os recursos públicos em grande parte em programas sociais na contra mão das necessidades das comunidades e não alcançam indicativos sociais capazes de gerarem novos empregos, novas oportunidades e acima de tudo, os indicativos provam que os recursos da educação não estão atendendo aos objetivos fim de resgatar esta mesma grande massa jovem da marginalidade ou ainda, prepará-las para um futuro profissional promissor. Nós os gestores públicos sempre nos defendemos dizendo: Criticar é fácil, mas realizar é outra história, porém os recursos e orçamentos são cada vez mais crescentes, as instituições fiscalizadoras dos gastos públicos existem há muito tempo. Quais são: as casas legislativas, os tribunais de contas e os conselhos, mas infelizmente o atual sistema corrupto, o sistema burocrático, quando é alienado aos governantes incompetentes e fisiologistas acabam gerando toda esta crise em que vivemos no Brasil a fora ligados aos setores: educacional, prisional e de segurança pública. ” Toda greve é resultado de uma ação ou a falta de uma ação em favor de uma categoria”.
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