Porto Velho, 07 de Fevereiro de 2012

AMAZONAS

Xô, Zé Dirceu, até nunca mais!

31/03/10 às 09:15 | maskate
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O ex-ministro e ex-presidente do PT, José Dirceu, saiu enxotado das andanças e armações que tentou fazer no Amazonas. Tão cedo ele não volta – tomara que nunca mais – pra fazer política suja e enfiar a colher de pau no mingau alheio, tal a rejeição e descaso que padeceu pelas lideranças políticas locais. O governador Eduardo Braga teve uma crise de irritação, quando tomou conhecimento na sexta-feira, das declarações infelizes do dito cujo de que, no Amazonas houve descumprimento de acordo firmado em  2006 em torno de um candidato apoiado e aprovado pelo presidente Lula para 2010. Um comentário que foi reafirmado em sua chegada e que fez Braga desferir alguns comentários impublicáveis.   Para a imprensa, foi mais polido e ironizou o stalinista: “Alguém lançou candidatura aqui? Eu falei de alguma candidatura além da Dilma aqui? Sobre o Zé Dirceu, fala ele. Lamentavelmente, o Dirceu não fala por mim”. 

Retaliação federal

É claro que Eduardo teme a retaliação federal e sabe que Alfredo não sossegará enquanto não der o troco pelo ensaio da ousadia da rejeição. Ele é o primeiro a recordar os acertos de 2006, quando Lula pediu a todos os partidos para apoiaram a reeleição de Braga contra o ex-governador Amazonino Mendes, contanto que em 2010 ele, Braga, retribuísse a concessão. Na época, Lula topou a candidatura de Buchada ao Senado, com a condição de ter a vaga do PT na cadeira com a volta de Alfredo ao ministério dos Transportes. Na ocasião, eles, Lula, Alfredo e Eduardo toparam a fritura da reeleição de Gilberto Mestrinho, a quem o governo do PT devia a governabilidade no Congresso em 2003. Alfredo, com uma mala preta de alguns milhões de sedução ganhou votos em municípios onde nem chegou a por os pés, tirou do Senado a maior referência política da história do Amazonas e em seu lugar pôs o brameiro de Istambul, o suplente João Pedro. .
  
Conspiração tucana

Na verdade, além do palanque único, Zé Dirceu veio aferir a quantas anda a estratégia de detonação da reeleição de Artur Neto, a compulsão política e de sobrevivência pessoal de seus esquemas. Ficou mais ou menos aliviado com a reunião de Vanessa Grazziottin com  Omar e Eduardo, na sede da assembléia Legislativa, onde reafirmou que vai cumprir sua parte na combinação federal. Tentar brecar a reeleição de Artur, o verdadeiro orgulho do povo amazonense. Vanessa já disse que é irreversível sua candidatura apesar das recomendações insistentes de seus patrocinadores para ela desistir da empreitada. Antes de reunião com militantes do PT, no sábado, José Dirceu, que ainda influencia a ala desbundada e mensaleira do partido, fez uma provocação contra Eduardo Braga: “É evidente que o governador tem todo direito de lançar o Omar candidato a própria sucessão, mas se você se recorda da eleição de 2002 e 2006, o compromisso é público”. Nenhuma linha pública a respeito de Artur mas longe da imprensa o assunto foi retomado.
 

Ensaboado e inconveniente

Com o habitual trejeito de arrogância, a entrevista de José Dirceu, no Sindicato dos Metalúrgicos, quis provocar as bases políticas  de Lula no Amazonas e a combinação que foi ventilada de apoiar uma única candidatura para o Governo. “Evidentemente que eu tenho opinião sobre alianças. Aqui no Amazonas era importante manter a base unida, tanto o PR como o PMDB, em torno de uma candidatura só. Era o compromisso que nós tínhamos. Mas em política a conjuntura muda, as decisões mudam. Isso é legítimo e natural”. E sobre a rachadura quase irreversível em seu partido, o mensaleiro falou meio sem convicção:  “O PT vai decidir no voto. Tem setores que querem apoiar o PMDB. O deputado Sinésio está nos jornais dizendo isso. E tem setores que querem cumprir o acordo e querem apoiar o Alfredo Nascimento porque considera a melhor alternativa para o Estado. O PT vai discutir e tomar uma decisão. Espero que ela seja cumprida por todos”.

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