Porto Velho, 07 de Fevereiro de 2012

GERAL

DRÁCULA E OS VAMPIROS EMOCIONAIS

05/04/10 às 09:37 | ROBERTO BELOTTI
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Quem nunca ouviu falar no lendário Conde Drácula, personagem da ficção da obra-prima de horror de Bram Stoker, que utilizava de seus caninos aguçados para sugar o sangue de suas vítimas, saía somente à noite, transformava-se em morcego e só morria na presença da luz do dia ou com uma estaca no coração?
Lamentavelmente na vida real temos uma gama de vampiros muito piores que, ao invés de sugarem nosso sangue, sugam nossa energia e, por isso o termo vampiros emocionais. Estão por todo o lado: familiares, amigos, professores, empregados, diretores, presidentes de empresas, enfim, pessoas de nosso convívio diário que sugam nossa energia de forma inconsciente para poderem sobreviver. São pessoas comuns, por vezes encantadoras e gentis, de bom relacionamento, que despertam confiança, são bons de papo, mas no fundo são emocionalmente dependentes e necessitam da nossa energia para sobreviver. Inconscientemente acreditam que os outros existem apenas para suprir suas necessidades.
Eles roubam a nossa energia vital por não conseguirem absorver as energias de outras fontes e acabam compensando com a energia mais próxima que está nas outras pessoas. Se entrarem em nossas vidas deixam-nos exaustos.
O vampiro da literatura não é nada mais do que uma metáfora de um tipo humano muito difundido em nosso meio que se apropria da energia humana. Estas criaturas se alimentam até por um sorriso, uma negação de um cumprimento, atenção, resposta a uma pergunta, reconhecimento de um mérito, elogio até a privação da liberdade de pensar e violência psicológica. Nossa energia se exaure por estes vampiros emocionais. Eles possuem uma capacidade incomum de manipular e controlar pessoas ao ponto que elas não têm mais controle sobre suas vidas.
Mas como reconhecê-los? Existem pessoas que necessitam constantemente do reconhecimento alheio. São inseguras, narcisistas, egocêntricas, compulsivas, requerem atenção, não param de repetir seus problemas como se o mundo todo estivesse contra elas. Estão sempre na defensiva, buscando culpados por situações criadas por elas mesmas. Criam problemas para tudo, saltando de crise em crise, superestimando o que lhes acontece. Outras não param de falar, são prolixas, dão voltas e voltas para relatar os acontecimentos e estão interessadas apenas em si mesmas. Por fim, só elas podem ter idéias, projetos e soluções, pois as dos outros nunca têm valor. Além de buscarem sempre o lado negativo da iniciativa alheia.
Combatê-los é uma prática difícil, então o melhor é tentar conviver com estes “dráculas” tentando sintonizar com eles, impor limites, porém não esquecendo que eles têm um enorme poder de sedução. A convivência com estas criaturas pode ser pacífica, mas é importante entender a natureza de seus comportamentos, procurando sintonizar com suas necessidades. Desta forma podem ser até ótimos amigos, colegas, patrões e empregados.
Todos nós, em algum período de nossas vidas, podemos ter nossos momentos como vampiros. Calma, ninguém é perfeito, mas se sua sede por energia alheia for demasiada pode ser que já esteja contaminado por alguma criatura das trevas. Não custa olhar seu pescoço à procura de marca de caninos.

 

 

ROBERTO BELOTTI  

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