Porto Velho, 07 de Fevereiro de 2012

VANESSA DE OLIVEIRA

LOUCURAS SEXUAIS

28/06/10 às 09:15 | VANESSA DE OLIVEIRA
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Todo dia uma coisa louca e estranha acontecia. Normal mesmo eram acontecer anormalidades.

Bem, muitas vezes nem eu mesma me reconhecia. O ser humano é capaz de coisas que nem ele acredita.

Estava eu, uma meia noite, andando de carro depois de fazer um programa básico no Motel Recamier, quando me liga a recepcionista de um outro motel querendo saber se eu estava livre para fazer um atendimento:

-         Claaaaaaro girl, to ás ordens...

Havia um cliente interessado em um programa comigo, ele já havia visto as minhas fotos no book.  Ela passou a ligação para ele e ao conversarmos eu disse o preço de 150 reais e ele respondeu:

- Pode vim agora Marise, desde que você traga um travesti junto com você!”

“Meu Deus!!! O que será que ele quer?”

Ele aproveitou para responder antes que eu perguntasse e falou que tinha a tara de ver uma ruiva sendo comida por um “traveco.” Ainda completou:

-         Quero um travesti loiro de pau bem grande.

“Putz, mais essa agora!”

Mas eu não era boba de colocar fora a oportunidade de por as minhas mãozinhas naquele dinheiro. Ele não seria todo meu, 30 reais ficariam para a recepcionista do motel e como ele queria resposta se eu teria coragem para fazer ou não comecei a mais primitiva das táticas: Enrolar! Não dizia que sim, mas também não dizia que não.

-         Olha, eu nunca fiz isso, vai ser a minha primeira vez, não tenho certeza se irei conseguir. Não prometo, mas vou tentar, ate´que gosto de coisas diferentes, mas vamos ver como eu me comporto psicologicamente e blá, blá, blá...

 Enfatizei novamente o fato de ser a minha primeira vez por que sei que eles adoram o egocentrismo e a importância de serem os primeiros. Ele mandou eu vim.

Eu estava agora dirigindo no final da Av. Brasil e retornei em direção a Av. dos Estados, que é onde se encontram os travestis de Balneário Camboriú fazendo ponto. Eu nunca fui em Copacabana. Mas é um bom exemplo pelo que eu vejo nos filmes. Aquelas super produções, os cabelos maravilhosos e as curvas selecionadas dos travestis. Eles se preparam para o ataque mesmo! Tem uns ali que são muito, mas muito mais bonitos do que eu. Cada par de silicones! As botas enormes e o estilo de Space Girl que deixam muito homem tarado. Fui até a parte escura perto dos bombeiros para encontrar algum, eles preferem a penumbra.

Mas naquele dia estavam vários disponíveis, só que decadentes, tem dias que tem umas “maravilhas lá de parar o trânsito”, que deixam babando muito machão na cidade... mas tem outros dias que “Tá louco”, só muito bêbado mesmo para encarar. Como já dizia o dito popular: Não existe travesti feio, você é que bebeu de menos ou pegou ele no claro demais.

Eu usava insufilme negro no meu carro, mas tão preto que ninguém enxergava nada lá dentro e então eu podia passar bem devagarzinho por eles e analisar melhor o tipo que seria do agrado do meu cliente.

Senti-me mal, parecia que eu estava tratando eles como objeto e pela primeira vez eu me via no papel de cliente escolhendo o pedaço de carne. Eu passava a 30 km/h e eles se alvoroçavam todos. Parei em uma loira e fui direto ao assunto:

-         Você tem pau grande?

Ela me respondeu normalmente que não, mas que eu poderia procurar a Heloisa do outro lado da rua, na esquina perto dos móveis usados. Acho que essa já deve ter visto de tudo na vida e portanto não era nenhuma novidade uma  mulher minúscula com jeitinho delicado perguntar por algum pau grande dando sopa na avenida.

Eu já conhecia a fama da Heloisa, ela é uma das mais conhecidas na avenida. Fui até o ponto dela, tinha ido fazer um show no Castelinho, uma boate de programa.

Na vaga dela estava a Flávia, uma travesti morena. Era a melhor oferta da noite, o único problema é que não era loira, mas a essas alturas quem não tem cão caça com gato. Perguntei se ela tinha pau grande:

         -Tenho!

-         Então sobe, tem servicinho para a gente! Vamos atender um cliente agora. Quanto você cobra?

Eram 80 reais o preço dela, batia com o que o cliente havia oferecido, portanto ele devia estar a par dos preços da avenida.

A Flávia é legal, fomos conversando no caminho. Ela pôs 600 ml de silicone em cada peito, me mostrou no carro mesmo. Eu dirigia um pouco e admirava outro. Ficou perfeito, nem tinha cicatriz. Falei a ela que o cliente queria nos ver transando e que o que faríamos era enrolar.

-         Podemos usar esse brinquedinho aqui ó, é bem legal.

Ela tirou da mochila um pênis gigantesco, o detalhe é que ela não usava bolsa, tem que ser mochila para carregar tantos acessórios. Pênis de todos os tamanhos, pra todos os tipos cliente. Olhei a prótese e tive um chilique:

- PELA-MOR-DE-DEUS, não vai usar isso comigo não!”Ela ficou rindo e disse que eu não sabia o que estava perdendo”.

Já dentro do quarto eu percebi que a Flávia era uma das minhas. Ela me enrolou legal porque o pênis dela estava longe de ser grande. Mas ela também não ia perder a oportunidade de pôr a mão naquele dinheirinho e sabia que depois que estivesse lá, as chances dela não ficar eram bem poucas. Ainda mais que ela é enorme. Que homem vai quere criar encrenca com um travesti?

Começamos a enrolaçada, eu passava a mão no peito dela e achava o máximo silicone, ela gemia sem sentir nada, dei um selinho na boca dela e ela quase vomitou. Pus camisinha nela e comecei a fazer um oral. A Flávia não conseguia ter ereção, o negócio dela não era mulher. O babaca do cliente só olhando, ele era um cara muito esquisito, pervertido (descobri isso na hora de tomar banho, ele tentou fazer xixi em mim mirando no box e eu comecei a correr dentro dele para escapar. Ainda bem que é grande o banheiro daquele motel). Ele começou a dizer:

-         Vai, come ela, come ela Flávia.

Olhei para a Flávia com cara de desespero...

Ela disse amavelmente:

-         Ahhhhh, come ela você…

Ele disse:

-         De jeito nenhum, come você...

 A Flávia engrossou bem a voz e disse:

-         NÃO! COME ELA VOCÊ!

Pronto, rejeitada eu estava sendo, ninguém ali me queria... (ainda bem...hahahahaha)

Mas ele acabou por obedecer a Flávia na hora. Depois do último pedido nem pestanejou, era a metade do tamanho dela. Era eu de quatro, a Flávia deitada assistindo a cena e dando uma piscadinha para mim como quem diz “Viu só? Conseguimos enrolar”

O cliente mal penetrou, não gostou, então ficou se masturbando e tudo acabou. Foi rápido até o serviço, deve tudo ter demorado uns 20 minutos. O bom de sair com travesti é que o cliente, depois que acaba o programa quer se ver o mais rápido possível longe daquela situação e quer que todo mundo caia fora.

Eu me senti segura com a Flávia porque tinha certeza de que não deixaria de receber daquele maluco com ela por ali. Nos despedimos e fomos em direção a Av. dos Estados. Ela o viu tentando fazer xixi em mim e me contou de um pervertido que aparece lá no ponto dos travestis. Vai sempre no início da madrugada, tem um Ford ka branco. Ele abre só o vidro do carro, estende um copinho plástico para o travesti, não deixa ele entrar dentro do carro e pede para que ele faça xixi dentro do copo. Depois o travesti entrega para ele pelo vidro, ele estende ao mesmo tempo 30 reais, bebe tudo na frente do travesti, fecha o vidro e vai embora. Não! Não, não... Normal aqui sou eu...

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