Porto Velho, 19 de Maio de 2012

ELEIÇÕES

?O povo não pode e não vai esquecer as mazelas do passado?, diz Cahulla em debate

?Não adianta tentar esconder o passado nebuloso e nem querer que as pessoas esqueçam as mazelas que os que estão no seu palanque promoveram em Rondônia. Como querer que um servidor que dormiu empregado e acordou desempregado esqueça o passado?

19/10/10 às 16:08 |
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“Não adianta tentar esconder o passado nebuloso e nem querer que as pessoas esqueçam as mazelas que os que estão no seu palanque promoveram em Rondônia. Como querer que um servidor que dormiu empregado e acordou desempregado esqueça o passado? E a dívida do Beron, que hoje consome pelo menos R$ 12 milhões ao mês, como esquecer disso? Foi o grupo do meu adversário quem promoveu essas mazelas e ele não pode negar, esconder ou querer que a população esqueça isso”, essa foi a afirmação do candidato a governador João Cahulla, durante debate promovido na noite desta segunda-feira (18) na TV Candelária.

Cahulla manifestou o seu temor em relação ao grupo que se aliou ao adversário, formado por políticos de diferentes partidos e que já causaram graves prejuízos ao Estado. “Eu temo que o Carlão de Oliveira, que apóia meu adversário, tenha de novo poder para dilapidar o Estado, igual fez na Assembléia. Mas, o povo de Rondônia está atento e vai votar no ‘23’ pra Rondônia avançar mais”, disse.

João Cahulla questionou o candidato do PMDB, a quem acusou de não ter pulso firme para administrar. “Não sou a igual você, que mandou fazer como prefeito de Ariquemes e não fizeram, inclusive você se comparou a um saco de batatas. Quando você assumiu, você queria correr da prefeitura. É assim que vai enfrentar os problemas, caso eleito?”, questionou.

Cahulla também questionou o adversário sobre como vai governar tendo que atender a um emaranhado de interesses do grupo que juntou em torno de sua candidatura. O peemedebista negou o loteamento antecipado do Governo e saiu pela tangente: “Veio comigo uma parceria de lideranças, que querem o futuro melhor para o Estado”, ao que Cahulla comentou: “isso inclui o Carlão de Oliveira?”.

Além de questionar o adversário sobre suas alianças, Cahulla aproveitou o debate para apresentar as suas propostas. Entre elas, a implantação do hospital na Zona Leste. “Agora temos condições, pois já concluímos obras hospitalares inacabadas. E em 2011, vamos iniciar a obra, que terá 150 leitos. Tem gente por aí dizendo que vai fazer. Mas, como prefeito, não teve competência para fazer uma simples cozinha no hospital, que funciona no quartel da PM. Era pra ficar lá só 60 dias, mas faz três anos e nada mudou. Se não tem capacidade de fazer uma cozinha, vai fazer um hospital?”, indagou.

 

Programas reconhecidos pelo adversário

O candidato do PMDB reconheceu que a administração atual tem trabalho para o setor produtivo e disse que, caso eleito, “todos os programas que o custo beneficio seja bom, serão mantidos. Nem o nome irei trocar. Vamos aproveitar e vamos desenvolver”, garantiu acrescentando que falta uma agência de desenvolvimento para estimular o setor produtivo”. De pronto, Cahulla respondeu que a falta de um banco estadual, quebrado pelos apoiadores do adversário, que deixaram uma dívida absurda ao Estado, prejudica o incentivo ao setor, mas mesmo assim a sua administração tem investido e a produção tem aumentado continuamente.

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