ELEIÇÕESPromessa de Confúcio de usar polícia para investigar futuros assessores é demagogiaE ainda mais: na composição de seu Governo, Confúcio terá de contemplar os mais diferentes partidos, a exemplo do PC do B (ávido por empregos públicos), o PSB do deputado federal Mauro Nazif, O DEM do prefeito de Ji-paraná, José Bianco; uma fatia do PSDB03/11/10 às 10:22 | TUDO RONDONIA
Numa tirada demagógica, o governador eleito de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), disse, na primeira entrevista concedida à imprensa de Porto Velho após sua eleição, que pretende colocar a polícia para investigar a vida pregressa dos futuros ocupantes dos cargos de confiança de sua administração. Confúcio calcula que hoje sejam 13 mil os ocupantes destes cargos. São os chamados CDS (Cargos de Direção e Funções Gratificadas). Além de demagógica,a promessa é um desperdício - e Confúcio se elegeu justamente prometendo combater o desperdício no serviço público. Para saber se o pretenso candidato ao cargo é ficha limpa, como exige Confúcio Moura, não é necessário fazer uma investigação nem tampouco desviar os policiais de suas funções de rotina para vasculhar a vida dos futuros assessores. Basta exigir dos candidatos que apresentem as certidões criminais e cíveis da Justiça Estadual e Federal (incluindo a Justiça Eleitoral), bem como certidões dos tribunais de contas do Estado e da União. Os órgãos de segurança pública, tanto estadual como federal, também fornecem certidões de nada consta. Tudo pode ser feito pela internet pelo próprio futuro assessor.Sites como o do Tribunal de Justiça de Rondônia (www.tj.ro.gov.br) oferecem esta possibilidade. Sobre o número de cargos comissionados, Confúcio diz serem 13 mil, enquanto o Governo admite serem 7 mil. O governador eleito fala em extinguir tais cargos, sem precisar quantos. Ele sabe, porém, que para conseguir o apoio da bancada federal e da maioria parlamentar na Assembléia Legislativa terá que ceder boa parte desses cargos para que sejam ocupados por indicados dos parlamentares. Além disso, o PMDB tem centenas, senão milhares de pretendentes a herdarem os cargos ocupados por pessoas que hoje mantém alguma ligação com o senador eleito Ivo Cassol e o governador João Cahulla. E ainda mais: na composição de seu Governo, Confúcio terá de contemplar os mais diferentes partidos, a exemplo do PC do B (ávido por empregos públicos), o PSB do deputado federal Mauro Nazif, O DEM do prefeito de Ji-paraná, José Bianco; uma fatia do PSDB ligada ao ex-senador Expedito Júnior, e, possivelmente, até o PT, sem esquecer as siglas de aluguel que orbitam em torno do governador eleito.
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