Porto Velho, 19 de Maio de 2012

ELEIÇÕES

Deputado chora e afirma que ajudar quem está à beira da morte não é crime

09/11/10 às 10:09 |
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O deputado estadual Euclides Maciel, do PSDB, fez um desabafo da tribuna da Assembléia Legislativa de Rondônia nesta segunda-feira, durante a sessão plenária. Euclides é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura denúncia de que o parlamentar vinha prestando, continuamente, auxílio à pessoas doentes – mesmo no período eleitoral. Cinco assessores do deputado foram presos por ordem da Justiça Eleitoral.

Euclides chorou ao afirmar que, durante seus 32 anos de profissão no rádio e na televisão, o que mais fez foi prestar assistência social às pessoas carentes na área de saúde, trabalho que teve a oportunidade de ampliar quando se elegeu parlamentar.

Segundo o deputado, todos os parlamentares atendem as pessoas carentes, que, dia e noite, procuram o parlamentar em busca de apoio junto aos órgãos da área de saúde. “Sempre atendi as pessoas que me procuram e vou atender sempre, independente de ser ou não deputado. Agora mesmo, antes do início da sessão, chegou um rapaz desesperado em meu gabinete pedindo ajuda para fazer um exame que não está sendo feito na rede pública”, acrescentou.

“Toda semana”, prosseguiu Euclides, “vou ao Hospital de Base e ao Hospital João Paulo II acompanhar pessoas de todo o Estado que estão internadas nestas instituições. Conheço as dificuldades destes doentes, que não têm a quem recorrer a não ser a parlamentares que ainda se interessem pelos dramas destas pessoas pobres. Sempre que posso ajudá-las, não me nego a fazê-lo. Se quiserem tomar meu mandato por isso, podem fazer”.

O deputado lembrou ainda que, durante a eleição, foi muito pressionado por parentes de doentes que, encontrando dificuldades nos hospitais, foram até ele até para denunciar maus tratos sofridos na rede de saúde. “Também estive atento ao cumprimento da lei eleitoral, inclusive desativando, dez dias antes do período que precedeu o início do processo eleitoral, uma piscina para fisioterapia de 140 idosos que mantenho em Ji-paraná”.

Euclides relatou ainda que se sente culpado pela morte de uma criança cuja mãe o procurou durante a eleição pedindo ajuda para tratar o filho. “Pensei no mandato e não naquela criança, que acabou morrendo, talvez porque eu não tenha ajudado. E Deus é minha testemunha o quanto isso me dói. Vou carregar este peso na consciência o resto de minha vida”.

Sobre seus assessores presos, Euclides disse que o único crime deles foi atender doentes pobres. “Sem demagogia e com o maior respeito à Justiça Eleitoral: liberem estas pessoas e me coloquem no lugar delas. Não sou ladrão, corrupto, traficante. Eu perco meu mandato mas não vou deixar de atender um ser humano. Acredito na justiça e acredito mais ainda que ajudar quem está à beira da morte não é crime”.

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