Porto Velho, 21 de Maio de 2012

MUNDO

Advogado de supostas vítimas de estupro nega motivação política contra fundador do WikiLeaks

08/12/10 às 10:38 | UOL
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As acusações de crimes sexuais de duas mulheres suecas contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não têm qualquer motivação política, disse o advogado das supostas vítimas em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (8). "Isso nada tem a ver com o WikiLeaks ou a CIA (a agência de inteligência dos EUA)", disse o advogado Claes Borgstrom.

Borgstrom disse que as versões dadas pelas duas mulheres são confiáveis e que há uma boa chance que Suécia pressione para acusar Assange.

O ministro de Relações Exteriores da Austrália, Kevin Rudd, indicou nesta quarta-feira que seu país está prestando socorro consular ao australiano Julian Assange, após sua detenção em Londres. A embaixada australiana no Reino Unido entrou em contato com Assange após sua detenção na terça-feira (7). Rudd indicou que será prestada a Assange a assistência consular "como a qualquer outro cidadão australiano".

Assange, 39, é procurado na Suécia para ser ouvido em suposto caso de estupro. Na segunda-feira, a Polícia Metropolitana de Londres recebeu um mandado de prisão contra ele e ontem efetuou a prisão, quando Assange se apresentou voluntariamente a uma delegacia. Com fiança negada, Assange deverá permanecer sob custódia até dia 14, quando se prevê nova audiência judicial.

Rudd também disse que as pessoas que vazaram os documentos originalmente, e não Assange, são legalmente responsáveis e que os vazamentos levantaram questões sobre a competência da segurança norte-americana.

Ontem, uma promotora da Suécia negou que as acusações que levaram à detenção do australiano Julian Assange em Londres nesta terça-feira (7) estejam relacionadas com seu trabalho no site WikiLeaks. “Não há nenhum indício de que seja um complô”, afirmou a promotora Marianne Ny, durante uma conferência com a imprensa em Gotemburgo, segundo o jornal local “Aftonbladet”.

A promotora Gemma Lindfield, que representa as autoridades suecas em Londres para este caso, afirmou que o caso contém alegações de quatro crimes sexuais que teriam sido cometidos por Assange contra duas mulheres em agosto.

Assange é acusado de “coerção com uso de força” contra uma mulher identificada como “senhorita A” na noite de 14 de agosto. Ele é acusado de segurá-la de modo sexual.

A segunda acusação é que Assange teria “molestado-a sexualmente” ao ignorar seu pedido para usar um preservativo. Em terceiro lugar, o australiano teria “deliberadamente molestado” a senhorita A ao pressionar seu corpo contra o dela.

A quarta acusação diz respeito à “senhorita W”, com quem Assange teria mantido relação sexual, sem preservativo, enquanto ela dormia.

O australiano, cujo site recentemente causou constrangimento aos EUA por divulgar mais de 250 mil documentos diplomáticos sigilosos, nega as acusações de crime sexual e vê perseguição judicial.

O advogado de Assange, Mark Stephens, disse que "é hora" de se chegar "à verdade", e que seu cliente quer "limpar seu nome".

Vazamento de documentos sigilosos da diplomacia dos EUA pelo WikiLeaks

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