Porto Velho, 21 de Maio de 2012

O REQUENTADO

O R E Q U E N T A D O

17/02/11 às 12:14 |
Seu Nome:
Seu E-mail:
Nome do Destinatário:
E-mail do destinatário:
Mensagem:
Seu Nome:
Seu E-mail:
Mensagem:

O  R E Q U E N T A D O

PRODUÇÃO INDEPENDENTE/JAS/RO (47ª EDIÇÃO)                   RESPONSABILIDADE  EXCLUSIVA DO EDITOR

Porto Velho (Rondônia), 29 de novembro de 2010

“QUEM FALA POR EXPERIÊNCIA É PORQUE NÃO ADQUIRIU EXPERIÊNCIA BASTANTE PARA

CALAR A BOCA” - MILLÔR  FERNANDES, em “Reflexões Sem Dor” (Edibolso; São Paulo/ SP).

*Millôr Fernandes (76 anos) é carioca. Millôr é humorista, pensador, jornalista e dramaturgo . Escolaridade: 2º Grau ...

incompleto.  E nada mais.

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO

“É jovem, não tem experiência. É velho, está gagá. Não tem carro, é um coitado. Tem carro, é um

burguês. Fala alto, é um desequilibrado. Fala baixo, é um inseguro. Não falta aula, é um caxias. Falta, é um turista.

Conversa com os outros professores, está malhando os estudantes. Não conversa, é um desligado. Dá muita matéria,

não tem dó dos alunos. Dá pouca matéria, não conhece o assunto. Brinca com a turma, é metido a engraçado. Não

brinca, é um chato.

Chama a atenção da classe, é um prepotente. Não chama atenção, é um bundão. A prova é longa, não

existe tempo para as respostas. A prova é curta, tira as chances de uma melhor avaliação dos discípulos. Escreve

muito na lousa, não domina o tema para apresentá-lo verbalmente. Explica muito, o aprendiz não consegue anotar

coisa alguma no caderno. Fala corretamente, é um pedante. Fala a linguagem do povo, é um despreparado. Exige da

turma, é um tirano. Não exige, é um desleixado. O aluno é reprovado, houve perseguição. O aluno é aprovado, deu

moleza.

É!... O professor está sempre errado. Acontece  que, se  você chegou a ler até aqui, agradeça ao mestre”.

Em “www.professorsabbag.com.br”.

A   MELHOR  

“Está tudo acabado! Só existe

Recordação  infinita,  entre  nós  dois,

Daquela  bela  data  em  que  surgiste

Rindo! Quem sabe,  para  chorar   depois.

Sucederam-se  os  dias!  Tu   partiste ...

O sol do teu afeto, no meu ser, se pôs.

Hoje,  eu  revejo   este  quadro   triste

Que  o  pincel  da  saudade  recompôs.

 PEÇA

                                   Bolívar Marcelino

Agora,  que  buscaste  outros caminhos,

Vivo sempre a lembrar os teus carinhos.

E  tu, certamente, pensando  em    mim.

Eis, do drama  da  vida, a  melhor peça:

O  verdadeiro  amor, sim,  só   começa

Quando  se imagina que ele chega ao fim”.

Em jornal “O Guaporé” (Porto Velho/RO -1978).

*Em 1932, nasceu em Natal/RN, Bolívar Marcelino. Bolívar residiu mais de 70 anos em Porto Velho/RO. Compunha a paisa -

gem humana  “destas paragens do poente”.  Aqui, ele foi - com brio e com brilho - professor de Português de tantas gerações da

terra. Membro da Academia de Letras de Rondônia, o potiguar foi escritor de qualidade, sonetista primoroso e bacharel em Letras pela Universidade Federal do Pará. Pela Universidade Federal Local, ele foi, também, bacharel em Direito - primeira turma

(1990). Turma da qual ele foi orador. O homenageado foi  um aplicado aluno do Curso de Ciências Jurídicas da UNIR. Era uma

promessa de advogado de sucesso.  Não emplacou. O  vate não deu passagem ao causídico. A existência lhe foi sempre dura. A

juventude não lhe sorriu e a velhice lhe fez cara feia. Triste sina a do bardo!... “Só é grande se sofrer”.  Bolívar Marcelino, pela

dor, tornou-se o “Príncipe dos Poetas Rondonienses”. Bolívar, na madrugada de 24/10/2010, faleceu nesta cidade. A cidade, na

qual e para a qual, ele viveu.  Para a legião de admiradores do  intelectual que partiu, ficam - como na canção antiga  -  “uma

saudade a  mais  e  uma esperança  a  menos”.

*UNIR= Universidade Federal de Rondônia;  *vate, bardo = poeta;  *soneto é um poema de 14 linhas: 4 + 4 + 3 + 3 =14; *potiguar = quem nasce no Rio  Grande do Norte; * “paragens do poente” =  Rondônia.

A  DOMICÍLIO X  EM  DOMICÍLIO

Luiz Antônio Sacconi

Entrega-se remédio a domicílio (errado).

 Entrega-se remédio em domicílio (correto).

 Explicação: substitui-se domicílio por casa. O que resulta? Surge o em, a saber: entrega-se

remédio em casa. 

     Em “1000 Erros de Português” (Nossa Editora; São Paulo/SP).LACERDA  &  RIMA

Em 1963, Carlos Lacerda - então governador (UDN) do Estado da Guanabara - era pré-candidato à

Presidência da República. Em campanha, Lacerda foi a Montes Claros/MG. A cidade mineira amanheceu  com os

muros  pichados:  “LACERDA RIMA COM MERDA”.

No comício, à noite, naquela localidade, o pretendente, na época, à Chefia do Executivo Brasileiro, bem a seu

gosto, deu o troco.  E assim Carlos Lacerda  terminou o seu discurso:

“É com o meu coração feito saudade que me despeço desta adorável terra. Aqui, deixo, para os meus

correligionários, o carinho  meu - e, para os meus adversários, a  rima”.

Em “www.claudiohumberto.com.br”.

*Carlos Frederico Verneck de Lacerda (1914/1977) era natural de Vassouras/RJ.  Carlos Lacerda foi acadêmico de

Direito. Não concluiu o curso. Brilhante jornalista … sem diploma universitário; conceituado tradutor … sem graduação

em Letras,  Lacerda  foi o maior Orador Político da República. O fluminense foi, pela UDN, vereador carioca, deputado

f   ederal/RJ e o 1º governador do estado da Guanabar   a.                                                                                                                   

* A Guanabara  foi, de 1960/1975, um estado do Brasil.  Atualmente, é o município do Rio de Janeiro/RJ.

CAPISTRANO.COM.BR

A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL deveria resumir-se:

“Art. 1º.  É obrigado a todo brasileiro ter vergonha na cara.

Parágrafo único. Revoguem-se  as disposições em contrário”.

A Constituição acima era aquela com que sonhava João Capistrano  Honório de Abreu (Maranguape/CE).

Historiador, poeta e boêmio, o talentoso cearense debochado (1853/1927) - apesar de ser um  ateu de carteirinha -

dizia, nos bares da vida, que, se houvesse Eternidade, quando ele morresse, estar-lhe-ia reservado um lugar no Reino

dos Céus, porque ele (Capistrano) era cunhado de Jesus. Tradução: aquele homem de letras tinha uma irmã freira.

Para quem não sabe, a freira - à luz da fé católica - é  considerada  esposa de  Cristo.

“Para variar”, Capistrano de Abreu, também, não se dava bem com a sogra. “De repente, não mais que de

repente”, a velha  faleceu. Capistrano escreveu, no túmulo da finada, tais versos:

“Aqui,  jaz   a  minha  sogra                                                       Não tendo mais o que encher,

Que tanto me encheu o saco.                                                      Veio   encher   este   buraco”.

Em “Praça do Ferreira” (Fortaleza/CE).

“PASSA  TUDO  NA  VIDA,  TUDO   PASSA.

MAS NEM  TUDO QUE PASSA,  A GENTE  ESQUECE”

De Itapetim/PE, eram os irmãos Batista: Lourival (1915/1992), Dimas (1921/1986) e Otacílio

(1923/2003). Esses irmãos formavam uma espécie de mistério da santíssima trindade da cantoria de viola.

Tratava-se de três pessoas distintas - e uma só inspiração. A inspiração da poesia instantânea.  Do trio,

somente Dimas frequentou os bancos acadêmicos. Depois de velho (e a dura penas), o admirado

pernambucano colou grau em Letras. “Viciado” em  leitura,  Dimas morreu muito culto. 

Nos meados de outubro de 1980, realizou-se um festival de repentista em Viçosa/CE. Viçosa - a

terra de Clóvis Bevilacqua (1859/1944). Bevilacqua - o autor do anteprojeto do Código Civil Brasileiro

(1º/01/1916). Naquela cidade cearense e naquele evento popular, caiu, para a dupla Dimas Batista e

Lourival Batista, o mote: “PASSA TUDO NA VIDA, TUDO PASSA./ MAS NEM TUDO QUE PASSA,

A GENTE ESQUECE”.   Dimas começou  por fazer este gol de placa:

“Os carinhos de mãe estremecida,

Os brinquedos dos tempos de criança,

O sorriso  veloz de uma esperança,

A primeira ilusão da nossa vida.

O adeus que se dá por despedida,

O desprezo que  a  gente não  merece,

O delírio  da   lágrima   quando   desce

Nos momentos de angústia e de desgraça. 

Passa   tudo  na   vida,  tudo    passa.

Mas nem tudo que passa, a gente esquece”.

        Em “Domínio Público”

ATENÇÃO: Nenhuma notícia é originária deste “boletim”. Ele só a reedita. Donde, o nome dele: “O Requentado”. O

esclarecimento de palavras não comuns se deve à popularidade (on-line) que este jornaleco - surpreendente e imerecidamente -

conseguiu. Que perdoem os letrados. Fones: 0XX69.3216-3775; 0XX69.3222-4739; 0XX69.9981-4173. “E-mail”:

jackson@mp.ro.gov.br

2009 - O COMBATENTE - Todos direitos reservados.