GERALInclusão Social de Autistas é debatida na FATEC-RONesta segunda, 06, o Auditório da Faculdade de Tecnologia de Rondônia, Fatec-Ro, esteve lotado para ouvir e discutir sobre Autismo, através das experiências da Britânica Mira Howard, 76 anos, formada em Sociologia, com especialidade em Educação Especial e09/06/11 às 09:10 |
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Nesta segunda, 06, o Auditório da Faculdade de Tecnologia de Rondônia, Fatec-Ro, esteve lotado para ouvir e discutir sobre Autismo, através das experiências da Britânica Mira Howard, 76 anos, formada em Sociologia, com especialidade em Educação Especial e Mestrado em Psicologia. De forma muito espontânea e divertida falou por quase duas horas com acadêmicos da Faculdade e pais e amigos de Autistas. A palestra teve tradução simultânea do Professor Miguel Nenevè. Mira Howard iniciou a palestra fazendo uma retrospectiva de sua vida, comparando-a ao dos autistas, como uma excluída, pois ficou órfã muito cedo. Foi adotada por uma família aos 17 anos e só conseguiu estudar e cursar uma faculdade aos 39 anos. Casou pela segunda vez aos 53 anos e aos 62 ficou viúva, dedicando-se a partir daí a serviços sociais fora da Inglaterra. Esteve na Namíbia logo após o Apartheid, mas que mesmo assim o racismo ainda é muito forte e presente na vida de todos. Com todas as dificuldades aprendeu sendo voluntária que é preciso esperar. Um passo após o outro. Também esteve na Tailândia por cinco anos. Em todos estes lugares foi se preparando para trabalhar com educação especial. Mas foi na Guiana e no México que trabalhou especificamente com Autismo e onde adquiriu vasto conhecimento nesta área. Ao falar especificamente sobre autismo, Howard relata que a doença não tem fronteiras. Ela é democrática pois não distingue brancos, negros, pobres ou ricos. No mundo, 1 em cada 200 pessoas tem Autismo, e conseqüentemente, problemas de aprendizagem. A proporção entre homens e mulheres é de 4x1, por isso ser conhecida como uma doença de característica masculina. “Existem subgrupos de autistas que não possuem problemas de aprendizagem e fala”, afirmou. Possuem algumas características como rudes, teimosos, estúpidos. Mas são bons em música, matemática e memória e em tudo aquilo que os interessa, que chama sua atenção. Lamentou não existir um teste oficial para detectar a doença. Para se detectar que uma criança é autista só depois de 18 meses de vida, e através de observação de suas características. A principal delas é o olhar perdido, sem encarar olho no olho. A ausência de linguagem falada, repetição de tudo o que uma pessoa diz a ele, não brincam com outras crianças, entre outras.
A estudiosa afirma que “não se recomenda remédios químicos. O único remédio é a atenção”, afirma ela. Mira Howard passou a abordar formas de auxiliar a socializar esta criança dando dicas, como por exemplo, trabalhar com linguagem de sinais, utilização de desenho no ensino para chamar a atenção deles, atividades em círculo também pode ser uma boa estratégia, bem como manipular objetos, pois eles são mais ligados neles do que em pessoas, além da música. Segundo a pesquisadora, os autistas são extremos: “ou são hiper ou hiposensitivos. Possuem uma sensibilidade bem maior que o normal, pois percebem coisas que não vemos. Além de uma memória extraordinária a longo prazo. São perfeccionistas e não podemos impedi-los de sê-los”, concluiu ela. A palestra foi acompanhada por integrantes da Associação dos pais e Amigos dos Autistas (AMA), entre eles Silvia Thomaz, que trabalha na sub-gerência de educação especial da Seduc e mãe de autista. Para ela, “a Fatec saiu na frente porque o autismo é um tema complexo de se entender, mas possível de se trabalhar. Acreditamos que a inclusão é possível e que empresas como a Fatec promovam cada vez mais temas que discutam a inclusão”, afirmou. Para Maria da Gloria C. Fernandes, também trabalha na Seduc na sub-gerência de educação especial, é mãe do Felipe e diz que “é difícil aceitar no início, mas com o tempo aprendemos a conviver e a aceitar. Felipe hoje toca e é cantor de uma banda da AMA, além de ser muito bom em artes e geografia”, enfatizou.
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