Porto Velho, 22 de Maio de 2012

GERAL

E agora presidenta Dilma?

04/08/11 às 08:58 | João Serra Cipriano
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Já estive no seio de um poder executivo e sei como é difícil montar uma equipe de governo sem atender aos partidos e legisladores. Sei também das pressões que um governante eleito por uma coalizão de partidos políticos recebe para acomodar os apadrinhados dos aliados. No caso da presidenta Dilma, o problema é ainda maior, pois a “Comandante em Chefe da Nação” precisa de apoio concreto, aqui no Congresso Nacional, visando aprovar as suas mensagens e ainda dar sustentação a sua  "governabilidade" e de quebra, acomodar os encostos do: “padrinho, partido e base aliada”. 

Administrar uma estrutura de nomeados, como é a do governo brasileiro requer cuidados redobrados. Muitos dos assessores de primeiro, segundo e terceiro escalões são responsáveis por pagamentos e gestões de obras e serviços que envolvem bilhões de reais.
Além desse exército de nomeados diretos, existem ainda os cargos das empresas estatais e de economia mista, além dos nomeados nos órgãos dos estados, todos ligados a responsabilidade da presidência da república.
Não é só atender aos pedidos dos aliados, tudo passa por uma complexa rede de gestão para impedir os atuais esquemas e acertos de corrupção, como estamos assistindo infelizmente no Brasil,  nesses últimos oito anos da era PT.
Os governantes vão precisar de nomes e assessores sempre. Sejam eles os prefeitos, os governadores e a própria presidenta do Brasil. Todos partem do princípio que os seus aliados estão comprometidos com as suas propostas de mudanças sociais e mais ainda, afinados com as normas jurídicas e legais pertinentes aos respectivos cargos apresentados para as nomeações. Um governante tem que ter, quem sabe além do tino moral, “a sorte” nas suas canetadas, contando sempre, que os seus “aliados” lhes tenham apresentado pessoas com caráter ético o suficiente para realmente auxiliá-lo na dura e "quase ingrata missão" de servir ao próximo, dentro de uma conjuntura denominada erário, democracia e partidos políticos.
Formar uma equipe afinada com as diretrizes éticas e voltada para servir o bem comum dos contribuintes, nessas conjunturas de “base aliada”, é tarefa quase impossível. Quando o político eleito ao executivo vem atrelado a compromissos gigantescos com partidos políticos, como é o caso de DILMA,  cujos membros e caciques, nem sempre tem uma visão coletiva de bem servir, aí, dá nessa coisa feia que estamos assistindo no âmbito dos governos do PT e agora, da senhora Dilma.
O então presidente Fernando Collor de Melo e hoje senador, tentou expurgar parte dos grupos de congressistas fisiologistas, (anões do orçamento), subestimando as forças partidárias e acabou naufragando com a sua visão de “mudanças éticas contra os marajás”. 
A presidenta Dilma e o Collor têm muitas coisas em comum, entre elas, a falta de uma base aliada capaz de garantir a sua governabilidade até o fim de seu mandado, partindo do princípio do volume de indícios de corrupção e pelos fatos claros que os seus aliados estão ligados umbilicalmente com a chefa maior do Brasil e mais ainda, partindo do princípio ético, que em algum momento as “Instituições Federativas”, guardiãs do erário e da democracia terão que pender para a defesa da ética e dos contribuintes.
Uma revolução não me parece a coisa mais certa à ser feita no Brasil do carnaval e do futebol e buscar novos nomes limpos para recompor o atual grupo, dentro dos seios desses partidos que lhe dá sustentação, vai ser muito difícil. 
Fora essas questões consideradas “internas” dos aliados, têm outro problema. Não vai dar para mandar pra cadeia os camuflados que ainda estão no governo e muito menos, os grandes empreiteiros que agenciaram as atuais maracutaias. Muitos empreiteiros têm mais poder econômico e político que se possa imaginar. Olha, que esses mega corruptores dos gestores, simplesmente jogaram a regra impostas pelos partidos de sustentação desse atual grupo que comanda o Brasil.
A sorte desses caciques partidários é que estamos no Brasil da impunidade, onde a cama foi feita, construindo um novo regime político, no qual denomino "Estado Corrupto do Direito", tudo em razão das nomeações políticas estratégicas de novos ministros do STF, uso das entre linhas da lei para se safarem das punições. O nosso “azar”?  É justamente por estarmos na qualidade de contribuintes, e, teremos que continuar arcando com os desmandos do erário.

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