MUNDOPADRE FRANCO DESAFIOU O PAPA COM CASAMENTO GAY26/10/11 às 19:29 | http://news1.planetaclix.pt/page11.html
ACONTECEU NUM PASSADO NÃO MUITO DISTANTE
Relançando a polémica do casamento entre homossexuais e em
desafio a uma ordem do Papa João Paulo II para abandonar o
sacerdócio, um padre italiano afirmou ontem que pretende
continuar a celebrar casamentos entre "gays", lésbicas e mesmo
padres.
O decreto de João Paulo II foi ignorado pelo padre Franco
Barbero
Franco Barbero, um polémico sacerdote de Pinerolo, localidade
dos arredores de Turin, no Norte de Itália, foi exonerado da
prática religiosa, por decreto papal, há três dias. O documento
enviado pelo Vaticano apontava as "práticas litúrgicas
irregulares"- em referência aos controvérsios matrimónios
celebrados pelo padre -, como a razão principal para o seu
afastamento. Mas o padre recusa-se a cumprir a ordem do
Vaticano.
Barbero revelou que hoje vai celebrar a habitual missa
dominical e que até já tem planos para se deslocar a Roma
durante esta semana para casar mais dois casais de
lésbicas. "Ainda ontem (sexta-feira) casei um padre,
clandestinamente claro, que exerce funções numa paróquia em
Roma, não muito afastada da Santa Sé", adiantou Franco Barbero
para quem o celibato "não é normal" e sim algo "fora de época".
Pessoa de grande determinação e, ao mesmo tempo, envolta em
grande polémica, Barbero garante que a sua posição já está
a "espalhar-se" entre os sacerdotes de toda a Itália e que o
Vaticano não tem poderes para o parar. "O sacerdócio está nos
meus genes e eles (Vaticano) não podem tirá-lo de mim", afirma.
'PEÇAS COM DEFEITO'
"Acredito que a Igreja tem de receber da mesma maneira todas as
formas de amor verdadeiro. Os 'gays' são 'gays' por vontade de
Deus", afirmou Barbero, de 64 anos, numa entrevista à Reuters,
ao telefone, a partir da sua igreja.
"Deus não fabrica 'peças' com defeito. Deus não é a Fiat",
ironizou o controverso padre, numa breve mas explícita alusão à
crise que está actualmente a atingir a conhecida marca italiana
de fabrico automóvel.
Refira-se, no entanto, que todos os casamentos entre
homossexuais e de padres que Barbero realizou ao longo dos
últimos anos não têm qualquer validade legal. Ainda para mais,
agora que foi exonerado do sacerdócio, a Igreja considera que
Barbero não tem direito de continuar a celebrar cerimónias
religiosas.
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