SEXOAIDS - dois terços dos portadores são mulheres09/02/10 às 10:50 |
Com a chegada do Carnaval e a convicção espalhada por aí de que ninguém é de ferro e de ninguém, o Ministério da Saúde adverte. A incidência de Aids entre os jovens de 13 e 19 anos atinge principalmente homossexuais e mulheres. Nesta faixa etária, a prevalência de contaminação é feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados no país 3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448 em meninos. Entre os adolescentes, 39,2% dos casos entre os meninos foram resultado de relações homossexuais. Os dados foram divulgados neste sábado pelo ministro Temporão, da Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de Prevenção à Aids, no Rio de Janeiro.
Promiscuidade precoce No Amazonas, onde a população feminina é tradicionalmente maior e a liberdade sexual é precoce, os dados, embora não tenham sido divulgados, sugerem o agravamento da situação. Basta lembrar que o Estado é recordista nacional de prostituição infantil. As estatísticas do governo apontam para uma “feminilização” da doença. Em 1986, eram 15 homens infectados para cada mulher, proporção que mudou para 15 homens para cada 10 mulheres, a partir de 2002. No acumulado desde 1982, até junho do ano passado, o país registrou 11.786 casos de AIDS entre os jovens de 13 e 19 anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste grupo, número que foi de 587 em 2008.
Descuido fatal Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, houve uma negligência das pessoas quanto à proteção nos últimos anos. “Como a expectativa de vida avançou, o diagnóstico foi ampliado e as pessoas estão vivendo com mais conforto, houve um certo relaxamento no uso do preservativo, que é uma maneira eficaz de impedir a transmissão da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada”, disse. Para reduzir a incidência e conscientizar sobre os riscos da doença, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular, a partir de hoje, uma campanha pela televisão, rádio, internet e imprensa escrita dirigida ao público jovem. Na primeira semana, até o carnaval, será enfatizada a importância do uso da camisinha. Na semana seguinte, a ênfase será sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV, se houver alguma relação de risco, sem proteção.
Tuberculose e Aids: você precisa saberO Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose (24) será marcado pelo lançamento da campanha “Tuberculose e Aids: você precisa saber”, do Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo, simultaneamente em Recife e no Rio de Janeiro. Os materiais de divulgação (folder, cartaz e banner) serão distribuídos para a população e em serviços do sistema de saúde. Além disso, acontecem oficinas, palestras e apresentações de peças teatrais. No Rio, será lançado no STOP TB, evento internacional sobre tuberculose. Doença infecto-contagiosa, a tuberculose é a expressão primeira do quadro da AIDS. O bacilo da tuberculose se torna resistente em pessoas vivendo com HIV/Aids, pois, as células de defesa não conseguem destruí-lo. Apesar de provocar incapacidades físicas e levar a morte do paciente, é curável se tratada precocemente e adequadamente. De acordo com a coordenadora do projeto Adriana Vasconcelos, a campanha é inovadora e partiu da necessidade das pessoas que vivem com HIV/AIDS. “Surgiu de um processo participativo, durante oficinas desenvolvidas pelo GTP+, partiu da necessidade em abordar a tuberculose, sob o ponto de vista da co-infecção TB/HIV Aids”, disse. O Brasil registra por ano cerca de 80 mil novas notificações e 5 mil óbitos. O estado de Pernambuco, já chegou a registrar uma média de 4,5 mil novos casos de tuberculose por ano.
Sintomas da tuberculose Tosse por mais de três semanas (21 dias), febre no fim da tarde, suor durante a noite, perda de peso, sensação de cansaço e falta de apetite. Nem sempre a doença apresenta todos os sintomas, a tosse por três semanas é o principal deles.
Mitos e verdades sobre a Aids e atividade física Embora tenha sido reconhecida primeira vez em 1981 a imunodeficiência adquirida (AIDS) se tornou um importante problema de saúde pública dessa geração. Nas várias semanas ou meses após a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), muitos indivíduos desenvolvem uma doença semelhante à mononucleose com duração de uma a duas semanas. A maioria das pessoas infectadas pelo HIV desenvolve anticorpos que podem ser medidos em um a três meses, embora ocasionalmente o intervalo possa ser mais longo. As pessoas infectadas pelo HIV podem permanecer livres de sinais ou sintomas durante meses ou anos. Ocorre uma progressão de sintomas até um quadro de AIDS totalmente desenvolvido, podendo haver uma dúzia de infecções diferentes e vários tipos de cânceres. Embora a maioria das pessoas infectadas pelo HIV desenvolva AIDS em 15 ou 20 anos, com a terapia moderna, espera-se que o período de incubação seja consideravelmente mais longo. Sem tratamento, cerca de 80 a 90 por cento dos pacientes morrem em três a cinco anos após o diagnóstico.
Pessoas vivendo com Aids aumenta 20%Um relatório divulgado nesta terça-feira (24) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostra que, entre 2000 e 2008, o número total de pessoas no mundo vivendo com o vírus cresceu 20%, mas o número de novas infecções caiu 17% no mesmo período. Segundo o órgão, essa diferença se dá por causa do sucesso dos tratamentos antirretrovirais. Ou seja: as pessoas com o vírus estão vivendo mais, mas cada vez menos gente adquire o vírus. "A epidemia no mundo, hoje, tende a se estabilizar, exceto na Europa Oriental e na Ásia Central", afirma o coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer. Apesar da queda, para cada duas pessoas que começam o tratamento, cinco se infectam. "Isso é preocupante", diz Chequer. Cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus da Aids. Esse número significa um crescimento de 400 mil infectados, 1,2% mais que as 33 milhões de pessoas com a doença em 2007. De acordo com a pesquisa, em 2008 foram registrados mais de 7.400 novos casos diários de infecções por HIV no mundo. Desse total, 40% das pessoas tinham entre 15 e 24 anos, concentrados principalmente em países pobres. A África subsaariana é o local onde há mais registros. Segundo Chequer, 60 milhões de pessoas já foram infectadas desde a descoberta do vírus. Para o coordenador, a epidemia está se "heterossexualizando". O levantamento diz que 60% das pessoas que têm HIV não sabem que são portadoras do vírus. Além disso, 1/3 das pessoas que vivem com o vírus também têm tuberculose. Somente 42% das pessoas que necessitavam tinham acesso ao tratamento contra a doença no mundo. Mesmo assim, ainda houve aumento no número de portadores que se trataram no ano passado, em comparação a 2007: cerca de 36%. Na América Latina e no Caribe, o número de pessoas que recebem tratamento contra o HIV chega a 54%. De acordo com a pesquisa, existe uma tendência à "feminilização" da doença. Cerca de 48% dos 7.400 novos casos diários ocorreram em mulheres. De acordo com a diretora do departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, 1/3 dos casos no Brasil são de mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, há dez casos de quadro de Aids em meninas para oito em meninos. Nesta semana, o ministério deve divulgar dados mais atualizados sobre a doença no país.
mais notícias de SEXO
|
|