Porto Velho, 23 de Maio de 2012

POLÍCIA

Revenda de carro era fachada para ação de traficantes

As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas três cidades mato-grossenses - 7 na Capital, 1 em Pontes e Lacerda, 2 em Vila Bela da Santíssima Trindade - e 1 no Estado de Rondônia, na cidade de Vilhena. Os principais fornecedores estão nas duas cidades de

13/01/12 às 14:00 | midianews
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A quadrilha de falsários e traficantes desmantelada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, durante a Operação Artega, obtinha um alto lucro com a venda de entorpecentes. 

Segundo a delegada Alana Cardoso, da DRE, o bando escondia a pasta-base em baterias de carros, tanques de combustível, cadeirinhas de crianças, entre outros. Em geral, cada carregamento vinha com, no mínimo, cinco quilos de cocaína.

Até o final da manhã desta sexta-feira (13), no total, haviam sido presas nove pessoas, em cumprimento de 11 mandados de prisão e de busca e apreensão.

Durante as investigações, foram apreendidos 23 quilos de pasta-base, sendo cinco pela Polícia Civil, dez pela Militar e oito pela Rodoviária Federal. A delegada explicou que cada quilo da droga era revendido por R$ 7 mil. Somente o entorpecente apreendido soma um valor de R$ 161 mil. 

"As investigações iniciaram em 2010, o que leva a suspeitar que a quadrilha tenha atuado por muito tempo. O lucro não era pequeno, já que não fazia o trafico em pequenas quantidades. Os bandidos revendiam a droga para outros traficantes menores, fomentando toda uma cadeia de consumo. Cada quilo de pasta-base tem sido vendido por cerca de R$ 7 mil. E, eles movimentavam uma grande quantidade de dinheiro", disse a delegada. 

Alana explicou ainda que o volume de droga trazido para a Capital pela quadrilha demonstra que a organização é responsável por grande parte da droga consumida nas bocas-de-fumo locais. 

"Um quilo de pasta-base, depois de 'batizada', é transformada em milhares de ‘cabecinhas'. Cada cabeçinha contém cerca de 2 gramas de cocaína, o restante são os solventes usados na mistura. Por aí, vemos quanta droga eles implantaram na cidade", informou a delegada. 

A investigação mostrou ainda que os integrantes do bando usavam empregos de fachada, para poderem maquiar o envolvimento com o tráfico. Dois deles, por exemplo, trabalhavam na região conhecida como "Pedra", onde carros usados são comercializados, na região do bairro Dom Aquino, em Cuiabá.

Altino de França Domingues, o "Careca", e Adriano Constantino Prado, trabalhavam como vendedores de carros na Pedra.

O esquema 

Segundo a DRE, a pasta-base era comprada na região de fronteira com a Bolívia e Rondônia, e seguia para uma fazenda em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste de Cuiabá). De lá, era transportada escondidas em peças dos veículos e levada para Pontes e Lacerda (448 km ao Oeste da Capital). 

"Eles não tinham muita preocupação com a Polícia, já que a droga estava bem escondida. E, como trabalhavam com venda dos carros, usavam isso como desculpa para as viagens", relevou a delegada Alana. 

Parte da droga era enviada para Vilhena, no Estado de Rondônia, e o restante, vinha para Cuiabá.

Presos

As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas três cidades mato-grossenses - 7 na Capital, 1 em Pontes e Lacerda, 2 em Vila Bela da Santíssima Trindade - e 1 no Estado de Rondônia, na cidade de Vilhena. Os principais fornecedores estão nas duas cidades de fronteira e em Rondônia, onde o delegado Gustavo Francisco Garcia cumpre um dos mandados.

Foram presos: Josinaldo Pinheiro de Lima, alcunha Jorge; Roselei Aparecida Lima, alcunha Rose; Altino de França Domingues, alcunha Careca; Adriano Constantino do Prado, alcunha Didi; Inácio José da Silva Liebana; Roberto Carlos Bearis Neto; Jamir Mendes Araújo; Wagner. 

Duas pessoas ainda são procuradas e não tiveram seus nomes divulgados, para não atrapalhar nas investigações.

Operação Artega 

A DRE informou que nome "Artega" se refere a uma pessoa investigada no início do trabalho. 

"Trabalhamos nessa operação com três tipos de traficantes: o responsável pelo fornecimento da droga; o intermediário, que trazia a droga para a Cuiabá; e o traficante, que vende a droga na Capital. É uma série de traficantes, do pequeno ao grande", disse o delegado Gustavo Garcia Francisco. 

Durante a operação, foram mobilizados 29 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, com apoio de policiais das Delegacias Regionais de Pontes e Lacerda e Cáceres e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Veja as fotos dos presos:


Josinaldo Pinheiro de Lima, alcunha Jorge


 Roselei Aparecida Lima, alcunha Rose


Altino de França Domingues, alcunha Careca


Adriano Constantino do Prado, alcunha Didi


Inácio José da Silva Liebana
 


 Jamir Mendes Araújo


Roberto Carlos Bearis Neto


Wagner.

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