POLÍCIADEPUTADO NO BAFÔMETROLevado a uma delegacia, Cameli identificou-se como deputado federal e a infração limitou-se a um boletim de ocorrência que já foi encaminhado à Câmara dos Deputados e ao STF para dar formalidade a um eventual inquérito. Na prática, o deputado foi apenas31/01/12 às 22:59 | Rogério Mendelski, RADIO GUAIBA
O deputado federal Gladson de Lima Cameli (PP-AC) caiu numa blitz de trânsito, em Brasília, na madrugada de terça-feira, e o teste do bafômetro apontou 1,14 miligrama de álcool, indicativo de embriaguez ao volante. Levado a uma delegacia, Cameli identificou-se como deputado federal e a infração limitou-se a um boletim de ocorrência que já foi encaminhado à Câmara dos Deputados e ao STF para dar formalidade a um eventual inquérito. Na prática, o deputado foi apenas multado, levando sete pontos na carteira. Caso o infrator fosse um cidadão comum teria sua habilitação apreendida, ficaria proibido de dirigir por um ano e ainda poderia ser preso em flagrante se não pagasse uma fiança arbitrada pelo delegado de plantão. Aqui no Brasil é diferente. A imunidade parlamentar é colete à prova da lei para quem tem mandato com o poder de metamorfose, ou seja, a imunidade, dependendo da ocasião, transforma-se em impunidade. Em países civilizados, quando um figurão político é flagrado em algum crime ou mesmo num escândalo a sua punição torna-se exemplar. É aí que funciona a lei com toda a sua força constitucional que legitima o processo democrático. Caberia a Câmara dos Deputados abrir um processo na Comissão de Ética e levar adiante algum tipo de punição ao parlamentar acreano. Mas quem disse que dirigir embriagado atinge o decoro parlamentar? Os próximos dias mostrarão o quanto isso é verdade, ou não.
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